sábado, 5 de setembro de 2009
Laboratório de árabe (trechos)
Curiosidades; Embusen e kata
A linha de embusen varia para cada kata. É, por exemplo, uma linha reta para a série Tekki de kata. Daí resulta a forma de uma letra maiúscula 'I' para Heian sandan, têm cada vez linhas embusen mais complexas. Para qualquer kata, a linha embusen é fixa e deve ser seguido exatamente.
kata, também 型 ou 形 significa: "forma".
Nome de um dos silabários japoneses é katakana ou kana. Dos alfabetos japoneses, este é o mais antigo. Provém da simplificação de caracteres mais complexos de origem chinesa que chegaram antes do começo da isolação cultural japonesa, que se manteve inflexível até o fim da Era Edo.
Estes caracteres, ao contrário dos kanji, não têm nenhum valor conceitual, senão unicamente fonético. Graficamente apresentam uma forma angular e geométrica.
Fonte:http://www.karatedasmeninas.com/2008/11/embusen.html
Visitas de agosto
Demorei um pouco pra fazer essa postagem, devido a sabotagem das máquinas, perdi o texto e tentarei refazê-lo.
Primeiramente agradecemos a disponibilidade da Soraya e do Thiago em ministrar no mês de agosto aulas que foram super legais e de extrema importância para somar no trabalho.
A aula de danças árabes antes da exploração do alfabeto serviu para um maior enriquecimento dos laboratórios, o karatê por sua vez, mesmo tendo vindo pós pesquisa serviu para que retomássemos alguns conceitos e aprendêssemos coisas super interessantes como por exemplo o embusen.
O diálogo da manifestação do corpo com a cultura é sempre muito enriquecedor para nós, adoramos a visita de vocês, as portas estão sempre abertas.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Agenda de Agosto
04/08 > Soraya Labuto (Danças árabes - linguagem - técnica)
06/08 > Thiago Araújo (Karatê - Dança - cultura oriental)
Parcerias...
Portanto a partir de agosto contaremos com parceiros da Aísthesis para o aprimoramento da nossa visão sobre nossa pesquisa.
Para dar início a essa fase, convidei Soraya Labuto, que possui experiência em Dança-terapia, atuou como estagiária coordenando Laboratórios de Dança na enfermaria psiquiátrica do Hospital Universitário Pedro Ernesto, junto ao serviço de terapia ocupacional. Tem experiência na área de Artes e Filosofia com ênfase em Dança, atuando principalmente nos seguintes temas: corpo, linguagem, corporeidade, escuta e técnica é autora do artigo A ESCUTA DA LINGUAGEM ATRAVÉS DO CORPO, publicado na Revista Garrafa em 2007, Soraya também é pesquisadora de danças árabes.
Fica aqui meu muito obrigada aos atuais e futuros parceiros e amigos da Aístheses.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Proposta Artística
Os alfabetos são frutos da cultura. E, no estudo destes, percebemos forte intercâmbio entre as formas exploradas pelas danças folclóricas e pela arquitetura e as formas dos caracteres de cada idioma. Os alfabetos trabalhados foram o alfabeto japonês – que na verdade são três: o Hiragana, o Katakana e o Kanji, este ultimo é também o alfabeto chinês – e o alfabeto Abjad árabe. Se pensarmos nas formas retas dos telhados japoneses e chineses e na sinuosidade das construções árabes, entendemos facilmente que um alfabeto é um elemento estético de uma cultura tanto quanto a arquitetura.
Analisaremos, principalmente, as manifestações populares corporais destas culturas: Pesquisando a retidão e a precisão aplicadas à escrita e extremamente presentes no Tai Chi Chuan, nas práticas de Chi Kung e de Qigong; experimentando arcos e curvas sinuosas desenhados no espaço pelas mãos, braços, tronco, e quadril na manifestação folclórica árabe Balade que se aproxima da dança do ventre, em comparação direta com a sinuosidade da escrita árabe. Os registros culturais de um povo e sua identidade se revelam em toda forma de expressão. A escrita é um gesto essencialmente humano, é uma forma de expressão e este diálogo não pode ser desprezado.
A proposta coreográfica é a escrita do corpo, com base nas formas dos alfabetos anteriormente citados e suas relações com a cultura e outras expressões de arte, aliado à análise do movimento caligráfico particular e alheio dentro desse micro-universo de intérpretes. Influenciada pela própria cultura oriental, a pesquisa não se restringiu ao alfabeto, eclodiram inspirações a partir de posições de ioga, da temporalidade do Tai Chi Chuan e do trabalho de dilatação do tempo. Serão levadas em consideração as referências gráficas de cada intérprete-bailarino através da grafologia – uma pseudociência, pois, embora existam muitos estudos sobre este tema, não existem bases científicas que sustentem o uso dessa técnica. Contudo, segundo o grafólogo Michel de Grave, a escritura é um gesto fossilizado.
Através de análises de textos e cartas escritos pelo elenco sob uma perspectiva somente estética, desvelar-se-ão interpretações sobre as formas. Estabeleceremos relações com as qualidades do movimento, numa investigação que extrairá das palavras movimentos, não tendo como foco principal a semântica.
A proposta visa remeter à historicidade de alguns alfabetos, das relações com sua própria cultura e explorar essa interação de forma mais detalhada. Desse modo, permitir ao espectador visualizar interpretações antes do entendimento racional da escrita e proporcionar múltiplas visões do que se escreve e inscreve nos corpos, visões estas que ultrapassam a semântica imediata da escrita.
sábado, 11 de julho de 2009
Sintese do trabalho
escritas, seja com o olhar voltado para alfabetos que tenham caracteres diversos como também da grafia particular e do discurso de sí que essa análise pode produzir.
Da origem (da cia)
E a partir da formação desse grupo, nasce Aísthesis, um grupo de pesquisa em dança gerando seu primogênito, e que venham muitas idéias e muitos trabahos.
Da origem (do trabalho)
Em 2007 adquiri o livro: “O Shodô, o Corpo e os novos processos de significação” dissertação de mestrado de Cecília Norito Ito Saito orientado por Christine Greiner, e a partir dessa leitura nasceu a proposta do trabalho, orientado nesta ocasião por Maria Alice Motta : “Grafo Conecto”, meses mais tarde apresentado no Panorama Festival de Dança, no evento “Noites Universitárias”, a sensação era de trabalho iniciado, mas não findado, minha proposta cênica não cabera dentro de uma faixa musical em torno de três minutos.
O tempo passou e a sensação de lacuna referente a essa pesquisa continuou, ao abrir o livro “Um sopro de vida” de Clarice Lispector, li: “Quero escrever movimento puro.” Essa frase habitou meus pensamentos de forma recorrente, era o tiro responsável pela largada, para a continuação, desenvolvimento e desdobramento da pesquisa, a célula embrionária já existia seria necessário a multiplicação das células para obter um corpo, uma vida.
O “Grafo Conecto”, se propunha de forma muito incipiente pesquisar corporalmente a escrita do movimento, o como representar/escrever através das formas corporais as formas da escrita, inspirado no alfabeto e na forma particular de cada caractere japonês transformado artisticamente em um shodô, o duo propunha uma pesquisa de movimento
ligada as formas de cada ideograma, porém de uma forma muito estática, digamos se tratar de movimento segmentado, não fluídico, uma reprodução, ora tentando se aproximar de uma representação fiel, ora uma representação estilizada de cada imagem selecionada.
A partir dessas reflexões, decidi que os três minutos se expandiriam no meu espetáculo de conclusão de curso.


