Desde que ingressei na Universidade Federal do Rio de Janeiro sabia que teria uma missão final e desde o início já criava especulações em mim sobre meus possíveis caminhos de pesquisas, por algum tempo flertei com uma possibilidade que deixei em estado potencial.
Em 2007 adquiri o livro: “O Shodô, o Corpo e os novos processos de significação” dissertação de mestrado de Cecília Norito Ito Saito orientado por Christine Greiner, e a partir dessa leitura nasceu a proposta do trabalho, orientado nesta ocasião por Maria Alice Motta : “Grafo Conecto”, meses mais tarde apresentado no Panorama Festival de Dança, no evento “Noites Universitárias”, a sensação era de trabalho iniciado, mas não findado, minha proposta cênica não cabera dentro de uma faixa musical em torno de três minutos.
O tempo passou e a sensação de lacuna referente a essa pesquisa continuou, ao abrir o livro “Um sopro de vida” de Clarice Lispector, li: “Quero escrever movimento puro.” Essa frase habitou meus pensamentos de forma recorrente, era o tiro responsável pela largada, para a continuação, desenvolvimento e desdobramento da pesquisa, a célula embrionária já existia seria necessário a multiplicação das células para obter um corpo, uma vida.
O “Grafo Conecto”, se propunha de forma muito incipiente pesquisar corporalmente a escrita do movimento, o como representar/escrever através das formas corporais as formas da escrita, inspirado no alfabeto e na forma particular de cada caractere japonês transformado artisticamente em um shodô, o duo propunha uma pesquisa de movimento
ligada as formas de cada ideograma, porém de uma forma muito estática, digamos se tratar de movimento segmentado, não fluídico, uma reprodução, ora tentando se aproximar de uma representação fiel, ora uma representação estilizada de cada imagem selecionada.
A partir dessas reflexões, decidi que os três minutos se expandiriam no meu espetáculo de conclusão de curso.
sábado, 11 de julho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário